capatextoblog
Voltar

6 histórias em quadrinhos autobiográficas que você tem que conhecer!

Matheus Rezende

Superman, Batman, Homem-Aranha? Por enquanto vamos deixar super heróis de lado e vamos mergulhar mais fundo.

Depois dessa lista, sua visão sobre o mundo das narrativas sequenciais não será a mesma!

1. Pagando por sexo – Chester Brown

Nada de romantismo ou erotismo, a HQ do canadense Chester Brown, relata a sua relação com o cenário da prostituição de maneira crua e fria, despertando curiosos casos e reflexões, muitas vezes taxadas como tabu pela sociedade.

Chester, em uma narrativa autobiográfica fluida e de humor bastante sutil, entrega ao leitor uma experiência de acompanhar sua vida após o término do seu namoro e suas seguidas aventuras e relações com garotas de programas, de maneira a trazer questões pontuais como a monogamia, o amor romântico, a marginalização e a defesa das profissionais do sexo.

Um prato cheio para se pensar sobre como hoje a sociedade enxerga as pessoas que vivem da prostituição e como viver bem e satisfeito consigo somente tendo relações sexuais pagas.30158172 12207729

2. Uma metamorfose iraniana – Mana Neyestani

Censura, política e liberdade de expressão são palavras que definem e marcam a obra, repleta de reviravoltas.

O pesadelo de Mana Neyestani começa em 2006, no dia em que ele desenha uma conversa entre uma criança e uma barata na tira infantil de um jornal iraniano. A barata desenhada por Mana utiliza uma palavra azeri, e os azeris, povo de origem turca do norte do Irã, há muito oprimido pelo regime central, se sentem provocados. Para alguns deles, o desenho de Mana é o estopim que faz inflamar os ânimos e um excelente pretexto para desencadear um levante.

Comovente e perturbadora, Uma metamorfose iraniana é um mergulho em apneia no sistema totalitário kafkiano instaurado pelo regime iraniano.
4289370441xGt5JYNvL

3. Retalhos – Craig Thompson

No meio oeste norte-americano, Craig relata sua trajetória da infância ao início da vida adulta, permeada pelo temor a Deus vindo de sua família, colégio e pastor, em contraste ao seu crescimento em descobertas, questionamentos e desejos.

É quando Raina, uma garota vivaz, poética e impulsiva, surge em sua vida e traz a tona toda sua potência e busca pelo descobrir a si.

De rara sensibilidade e rompendo o clichê de primeira vista, o autor com primor, conjuntamente a traços marcantes, explora em fortes diálogos, a paixão, dores, vida, família e aceitação.retalhos-minha-vida-literaria retalhos-craig-thompson-graphic-novel-figura2

4. Pílulas azuis – Frederik Peeters

Um relato vívido que costura uma abordagem diferenciada de um tema muitas vezes já tocado, e que por meio de uma linguagem leve e humorada, traz, sem vestígios de sentimentalismo, questões como o amor e a morte dentro de uma relação, na qual ele se apaixona por Cati, portadora de HIV.

Diante tropeços e com um teor bastante humano, a trajetória de Frederik cativa em aproximar o leitor a pele do personagem.

42962192711vNfk0IpL

5. Persépolis – Marjane Satrapi

Já clássico no cenário dos quadrinhos, Persépolis, conta até com uma adaptação animada para o cinema, além da mesma ter sido indicada ao Oscar.

Na inflamada revolução islâmica iraniana, a HQ traz com esmero o relato autobiográfico de Marjane, de sua infância à vida adulta, a intensidade de uma atmosfera conflituosa, entre relações, visões de mundo e política a flor da pele.

A obra se faz contundente e bastante precisa no mundo atual, diante as constantes transformações, choques, ressignificações e quebras de paradigmas.

2317592 persepolis1

6. Fun Home – Uma Tragicomédia em Família – Alison Bechdel

Alison Bechdel, quadrinista e roteirista de mão cheia, traz consigo em suas obras Fun Home e Você é a minha mãe? uma acidez, sensibilidade e narrativa estonteante, fazendo as mesmas serem consideradas marcantes na literatura e aclamadas pela crítica.

A autora, uma das primeiras a publicar tirinhas lésbicas, levanta a bandeira LGBT em suas narrativas, visando expor de maneira crua e intensa os problemas que cercam a comunidade e questionar comportamentos dentro e fora da mesma.

Em Fun Home, é latente e transborda tamanho tato e sensibilidade da autora, quando em xeque está sua própria trajetória e relação com seu pai. Entre descobertas, olhares e literatura, Alisson retrata suas memórias quando jovem e sua relação com seu pai, um professor de literatura e Homossexual não assumido.

funhomealison-bechdel-fun-home-inside

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+